Risco Espelhos demais, janelas de menos em ambiente corporativo.
Empresas que se olham demais para o espelho estão exposta a sérios Riscos, de não olhar da janela o quanto é amplo o campo na visão em 180º graus, de perceber a amplitude e a dinâmica do mercado fora quadrante corporativo.
Quantas empresas encontra se no dilema da tomada de decisão a realizar investimentos ou despesas, em comprar ou não comprar, pronto. "Comprei" uma carroça e um burro.
A decisão foi a toque de caixa de comprar a carroça e o burro simultaneamente, na ausência de planejamento e análise do custos e benefício, e suas razões convincentes na tomada de decisão, remete se ao risco de ilusão de ótica, de estar preso diante do espelho se vendo como uma fortaleza na figura de leão.
A bem da verdade a realidade é outra, apenas um gato se achando o máximo, um Leão.
Decisão em cima de interpretação errônea traz consequências e, ao mesmo tempo ressuscita a figura de risco oculto e adormecido no tempo certo de circulação no ambiente corporativo.
Aqui, o Risco só foi identificado quando se resolveu olhar da janela e perceber que não havia campo de pastagem para o animal se alimentar,descansar e pernoitar.
Cabe fazer outra menção de Risco de excesso de liquidez no fluxo de caixa da empresa, é tanto perigoso quanto a falta ou não tê-la a liquidez.
A) Excesso de liquidez leva realizar despesas ou investimentos desnecessário e sem planejamentos e a toque de caixa.
B) Leva a falta de gestão, descuido ou desatenção na cobrança dos ativos de Riscos vencidos na carteira de clientes em ser.
A imagem de ilusão de ótica diante do espelho é um Risco alto, em se ver e não parecer com que se vê.
Na pratica é o que acontece com as empresas acham que estão, mas não estão posicionadas perante a dinâmica do mercado, em função de estar sempre diante do espelho, ao invés de estar diante da janela, ou melhor dizer fora do quadrante corporativo. Fazer em tempo real, a leitura e entender a dinâmica do mercado e ação da concorrência.
A dinâmica da mercado exige com que os gestores ou principais executivos, saiam da zona de conforto corporativo e passe a conhecer as necessidades do mercado em sua demanda para atender o que o consumidor deseja consumir.
Por analogia. O cliente ao ir a uma loja de ferragens ele compra uma furadeira, mas o que está por detrás da compra é outra realidade. Na verdade o cliente está precisando é de um buraco na parede da sua casa, essa é a lógica e a dinâmica de saber fazer a leitura certa da real necessidade do consumidor.
A máxima do consumidor, Cliente não compra produto ou serviço ele compra soluções para atender suas necessidades. Tanto o produto /serviço são apenas um meio em alcançar ou realizar o desejo.
A empresa que se vê deslumbrante diante do espelho tem apenas a visão de 90° graus ao seu negócio, enquanto que se olhar da janela a amplitude é 180° graus. Se sair fora do quadrante corporativo a visão dobra para 360° graus.
Conclusão: A empresa é neutra - imóvel dependem sempre da "Ação e Atitude" da figura de pessoas: sócios, acionistas, investidores e demais stakeholders.
A bem da verdade, Empresa não quebra. Ela é quebrada, por práticas de má gestão dos administradores, maus intencionados em causar supostos prejuízos contábeis e desvios de finalidade de investimentos, fora do foco principal inerente a atividade fim.
O cenário brasileiro está repleto de empresas sorrateiras, inclusive algumas delas de capital aberto listada na bolsa de valores, muitas estão em regime Recuperação Judicial.
Carlos Lima Lôbo
Economista e Consultor em Gestão Empresarial
Cuiabá-MT